Também e sempre e antes e nunca, de Tércio Moraes. Vitória, 2017.

BIOBIBLIOGRAFIA VITRINE DE TEXTOS      Poesia Também e sempre e antes e nunca [livro digital organizado por Reinaldo Sa...





VITRINE DE TEXTOS
    
Poesia

Também e sempre e antes e nunca [livro digital organizado por Reinaldo Santos Neves: Vitória: Estação Capixaba/Cândida Editora, 2017 (Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 12) - ISBN 978-85-64258-20-4]
Meu olhar ácido e lisérgico [livro ainda inédito, organizado por Reinaldo Santos Neves]
Poemas terceiros [Impresso, Vitória, 2001.]

Teatro

No reino do rei reinante [peça infantil escrita em 1970 e encenada em 1970, 1980 e 1997]
O romance de Magma e Mirilim [peça infantil inédita escrita em 1984]

Outros textos

Autor / obra - Texto escrito para um segundo livro de poemas, Século, que não chegou a ser publicado.
[O autor] - Texto da contracapa do livro Poemas terceiros, 2001.








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 Caderneta de Campo, de Arlindo Villaschi.


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Contrariando o verso de Caetano Veloso “nada no bolso ou nas mãos”, em Poesia de bolso ( Pequenos poemas pedestres ), Gilson Soares re...


Contrariando o verso de Caetano Veloso “nada no bolso ou nas mãos”, em Poesia de bolso (Pequenos poemas pedestres), Gilson Soares revela um bolso cheio de significados para o mundo que desenha a partir de um olhar atento e conciso, ao mesmo tempo em que demonstra ter nas mãos uma pena afiada traçando vocábulos de inquietação. São poemas curtos e, de certa forma, telegráficos, considerando tanto a precisão do discurso quanto o ritmo do código Morse na sonoridade do telégrafo distribuída entre pontos e traços e, obviamente, de silêncios. Por outro lado, alguns dos poemas comunicam como sinais de fumaça em que o leitor recebe a mensagem que se dissipa de acordo com o olhar dissipado no vento. Ainda, há os poemas que, devido a brevidade e os enigmas, se aproximam do Haikai.

Num certo sentido, havemos de considerar o aspecto filosófico de sua poesia, levando em conta uma alusão ao “humano, demasiado humano” de Nietzsche e, inclusive, referenda a estética do aforismo, num dos poemas intitulado “No rio de Heráclito”, onde flutuam seus versos. Aliás, podemos dizer que a poesia de Gilson Soares, mesmo que inconscientemente, traz uma espécie de devir, como propunha o pré-socrático Heráclito de Éfeso. Os poemas de Soares, da maneira como trata de temas distintos, mostram a mudança das coisas como uma alternância entre os contrários. Deus, lua, sol, cidade, dúvida, certeza e tantas outras coisas acontecem como partes de uma mesma realidade.

Poesia de bolso (Pequenos poemas pedestres) é uma poesia anunciada de um ponto de partida para um projeto que o poeta faz para viagens de bicicleta, cujo percurso mais recente, apesar de ter seu roteiro às margens do assoreado e maltratado Rio Doce, está aberto ao olho que busca um horizonte de montanhas que se sobrepõem uma a outra a cada espaço percorrido numa mirada estética.

Se, conforme a semiótica a literatura pode ser compreendida como uma ação intersubjetiva que se sustenta basicamente na relação entre o emissor, o signo e o receptor, obviamente, correspondendo ao criador, a obra e o leitor, Soares realiza essa interação sem que aparentemente tenha a preocupação de facilitar ao receptor uma leitura pronta e acabada ou uma espécie de continuidade, considerando o mosaico de suas abordagens, repletas de figuras quase geométricas que ora estabelecem definidas fronteiras entre um triângulo e um losango, ora cria nuances gradativas entre um tema e outro.

Se há uma possibilidade de estabelecer uma espécie de corpus para a poesia de Gilson Soares, podemos arriscar que em seu paideuma estão presentes o pessimismo e a solidão de Carlos Drummond de Andrade diante do cotidiano, o ceticismo de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, assim como a pedra de João Cabral de Melo Neto, a ironia de Mário Quintana e a infância de Manoel de Barros.

Enfim, voltando à ideia do poeta e sua bicicleta, recorro a Alfred Jarry e acredito que sua poesia se constrói como um passeio em duas rodas, uma visita à patafísica, a ciência das soluções imaginárias, onde a cada pedalada define um verso e em cada movimento do guidão estabelece um tema.


Wilson Coêlho
Primavera de 2016

[In SOARES, Gilson. Poesia de bolso: Pequenos poemas pedestres. Vitória: Estação Capixaba / Cândida Ed., 2017. (Prefácio)]

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As pinturas aqui reproduzidas, de autoria de Beatriz Santos Neves Fadlalah , integram a exposição Harmônica, composta por obras dos artis...


As pinturas aqui reproduzidas, de autoria de Beatriz Santos Neves Fadlalah, integram a exposição Harmônica, composta por obras dos artistas plásticos do Ateliê Attilio Colnago para o II Festival SESI de Ópera (07 a 29/10/2017, Teatro do SESI – Jardim da Penha, Vitória, ES), na qual são homenageados grandes nomes da música erudita.

"Congada I" (acrílica/tela). Autor: Beatriz Santos Neves Fadlalah, Vitória, 2017.
"Congada I" (acrílica/tela). Autor: Beatriz Santos Neves Fadlalah, Vitória, 2017.

Banda de congo de Manguinhos, Serra, ES. Foto Guilherme Santos Neves, anos 1950.
Banda de congo de Manguinhos, Serra, ES. Foto Guilherme Santos Neves, anos 1950.

"Congada II" (acrílica/tela). Autor: Beatriz Santos Neves Fadlalah, Vitória, 2017.
"Congada II" (acrílica/tela). Autor: Beatriz Santos Neves Fadlalah, Vitória, 2017.


As pinturas de Beatriz (Acrílicas sobre Tela. 20 x 24 cm. 2017) foram inspiradas no trabalho de seu avô, o folclorista Guilherme Santos Neves, e a ele dedicadas.



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