Bairro onde mora: Morro do Moreno, Praia da Costa. Bairro onde trabalha: Centro – Vitória. Profissão: Jornalista. Naturalidade: Rio de ...

C.G., jornalista

5/21/2014 , , 0 Comentários



Bairro onde mora: Morro do Moreno, Praia da Costa.
Bairro onde trabalha: Centro – Vitória.
Profissão: Jornalista.
Naturalidade: Rio de Janeiro.
Idade: 38 anos.
Tempo de residência em Vitória: 30 anos.
Estado civil: Casado, sem filhos.


Você gosta de viver, morar e trabalhar em Vitória?

– Sim.


O que lhe agrada particularmente em Vitória?

– A natureza exuberante, o fato de ser uma “pequena cidade grande”, a proximidade da movimentação portuária no Centro, o caldeirão multicultural que a cidade se tornou nos últimos anos.


Gosta mais do dia ou da noite em Vitória?

– Do dia.


Como é a sua relação social com a cidade? É fácil relacionar-se com as pessoas aqui? É fácil fazer amizade e namorar em Vitória? É fácil manter contato com familiares e amigos?

– Relativamente. Os capixabas em geral e os vitorienses são arredios, avessos ao novo. Tenho alguns bons amigos, muitos conhecidos, mas penso que falta ao cidadão que aqui vive mais diálogo com o
desconhecido. Por outro lado, é muito fácil manter contato com familiares e amigos que aqui vivem.


Como vê a paisagem de Vitória? O que mais lhe agrada nela?

– Linda e inútil paisagem. Agrada-me profundamente a sinuosidade e diversidade da orla, a proximidade do mar e da montanha, o casario do Centro, as árvores e sobrados geminados de Jucutuquara, o manguezal. Mas lamento que a cidade viva de costas para esse cenário. Falta, no
caso, organicidade a essa relação homem/cidade.


Encontra amigos e conhecidos com freqüência nas ruas, lojas, etc. de Vitória? Participa de grupos ou comunidades? Participa de tradições e festas populares?

– Encontro, principalmente no Centro e em Jardim da Penha, próximo à Ufes. Não participo de qualquer tipo de grupo ou comunidade organizada. Participo, sempre que possível, de tradições e festas populares.


Como vê a cidade em relação aos idosos e às crianças?

– Vejo uma participação crescente dos idosos na vida social da cidade, frequentando bares, restaurantes e/ou espetáculos artísticos. No entanto, penso que a parcela da população idosa com vida social ativa ainda é pequena. O mesmo vale para as crianças.


Como vê a questão da saúde em Vitória?

– Vitória avançou na saúde nos últimos anos. Mas essa questão é profunda, problemas em saúde são, com o perdão do trocadilho, endêmicos em todo país. O município absorve, por outro lado, muitas
demandas de atendimento dos municípios vizinhos e do interior. E isso causa congestionamento das unidades de saúde e dos pronto-atendimentos.


Como vê a questão da educação em Vitória?

– Vejo avanços e grandes espaços a conquistar. As escolas têm melhores condições físicas e equipamentos mais modernos. Também vejo um aproximação maior da escola com a realidade cultural de Vitória e do Espírito Santo. Mas essa é uma zona de conflito político e de demandas
incessantes, e sempre haverá defasagem na relação do que é oferecido e a perspectiva da população.


E a questão da segurança?

– Vitória é uma cidade muito violenta. Como suas vizinhas na Grande Vitória e as cidades do interior, que já perderam a imagem de oásis de tranqüilidade. Ainda que contenha, em certos aspectos, um ar
interiorano, de cidade de porte médio, Vitória tem, nessa área, índices de grande metrópole.


E a questão do saneamento?

– Outro problema endêmico, prestes a ser sanado com a cobertura de 100% de esgoto.


O que Vitória oferece em termos de lazer? E quais são as suas opções pessoais de lazer?

– Oferece pouco. Sinto falta de mais museus e galerias, cafés, centros culturais e opções de espetáculo (música, teatro e outros). Minhas opções de lazer são shows e teatro, cinema, museus e botequins. Mas, de maneira crescente, reuniões em casa de amigos ou na minha própria
casa.


Como está a questão do transporte coletivo e do trânsito em Vitória?

– Vejo o caos. Acredito piamente que a falta de opções (aquaviário, VLT) e a baixa qualidade das ferramentas existentes (ônibus, táxis) fazem com que muitas pessoas deixem de usar o transporte público para usar automóveis particulares, criando o efeito bola de neve que leva o cidadão a perder horas no trânsito para percorrer trajetos relativamente curtos.


Como é Vitória em termos de habitação?

– Há boas ofertas, mas desde o boom do petróleo os preços estão atingindo proporções absurdas em todas as classes sociais.


E em termos de oportunidades de trabalho?

– A cidade oferece boas oportunidades para uma massa de qualificação mediana. Profissionais bem qualificados e/ou experientes, ao menos no meu campo de trabalho, que é a comunicação, chegam ao ponto de não encontrar bons empregos, e acabam trabalhando com projetos ou tornando-se empresários, gestores do seu próprio negócio.


Como está a poluição sonora em Vitória?

– Crescente.


Outros pontos que queira acrescentar.

– Penso que Vitória tem tudo para se tornar uma cidade muito interessante, desde que o poder público invista em alternativas de transporte, na interação das manifestações culturais com a vida cotidiana da cidade e na recuperação de seu patrimônio arquitetônico, notadamente no Centro.



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