ROMANTISMO O romantismo sem o ranço pseudo-arcádico só surgiria na província na segunda metade do século XIX, quando o progresso econômic...

Romantismo (análise da obra de Azambuja Susano)

ROMANTISMO


O romantismo sem o ranço pseudo-arcádico só surgiria na província na segunda metade do século XIX, quando o progresso econômico do Espírito Santo gerou o capital cultural requerido para a estruturação de um aparelho ideológico cultural.

Porém, antes que esse aparelho estivesse completo, Luís da Silva Alves d’Azambuja Susano,[ 1 ] segundo Basílio de Magalhães,[ 2 ] publicou no Rio de Janeiro, em 1843, nosso primeiro romance histórico, Um roubo na Pavuna, de que não localizamos nenhum exemplar. Em 1847 lançou O capitão Silvestre e frei Veloso ou A plantação do café no Rio de Janeiro e, em 1858, A baixa de Matias, ordenança do conde dos Arcos, Vice-rei do Rio de Janeiro.

As duas últimas obras apresentam falhas comuns nos pioneiros da novelística. Suas deficiências técnicas são compreensíveis se levarmos em conta que o aparecimento do romance nacional ainda não havia completado uma década quando O capitão Silvestre e frei Veloso foi editado. Azambuja não fugiu à regra dos demais escritores do país, seres da flor d’água que, sem bons modelos locais e sem a formação cultural européia — fundamental para mergulhos profundos —, apreenderam o romantismo apenas em sua face popularesca, exterior, superficial e epidérmica, alheia às vísceras. Em A baixa de Matias, por exemplo, a linguagem, saborosa, seguindo a nova estética, tenta ser coloquial e apresenta um bom número de regionalismos, mas a visível dificuldade de Azambuja em se expressar com fluência e naturalidade torna-a às vezes empolada e artificial. Ora, ao contrário do que ocorreu no Velho Mundo — resultado de muitos séculos de artes, de saberes, de filosofias e de tradições —, a nação brasileira nasceu apenas em 1808, de cima para baixo, e, portanto, era natural que nos faltassem os alicerces culturais profundos e sólidos necessários para uma compreensão adequada do romantismo, que, importado da Europa, só pôde amadurecer e ser mais bem-assimilado à medida que fomos, simultaneamente, amadurecendo como nação.

Justificam-se, assim, algumas das imperfeições de A baixa de Matias,[ 3 ]a começar pela inusitada classificação de “romance histórico-jurídico” que o autor lhe concedeu. Única contribuição do romantismo à narrativa, o romance histórico europeu tencionava reproduzir, fiel e precisamente, os costumes, os lugares, as circunstâncias, a forma de pensar e as personagens célebres de uma determinada época. Sua finalidade principal consistia em cantar apologeticamente a história, de modo a auxiliar na produção de uma ideologia da cultura nacional. Os escritores nativos não foram tão rigorosos, e usaram essa classificação para qualquer trabalho que, procurando reconstituir, mesmo imperfeitamente, o passado, incluísse ocorrências e vultos nacionais. No caso de A baixa de Matias, ainda que bisonhamente retratados, o conde dos Arcos e d. João VI participam da movimentação dramática e a chegada do príncipe regente ao Rio de Janeiro é mencionada.

Em seu esforço para compor um romance histórico, Azambuja descreve a paisagem, o passado, o folclore,[ 4 ] os costumes, o caráter e os ambientes brasileiros, e tenta envolvê-los em um clima romântico marcado pelo incomum e pela aventura. Infelizmente, o enredo, simplório, é desenvolvido ao longo de uma trama descosida e repleta de incoerências, contradições, falhas e absurdos que afastam o livro da verossimilhança alcançada e exigida pelos europeus. Além disso, o processo de construção das personagens se ressente de um primitivismo que impede uma reconstituição minuciosa e perfeccionista. Outro ponto que deixa a desejar é a composição psicológica, cuja fragilidade se deve à postura do narrador, que se limita a descrever os comportamentos e as situações, sem se deter em uma análise de suas causas. Essas falhas revelam a influência do folhetim, em que o importante é a intriga e a forma como ela atua sobre a personagem, e não o motivo que leva a personagem a se mover pela intriga. Na verdade, o projeto de romance histórico de Azambuja está muito próximo da estrutura do folhetim, que, para prender o leitor, encadeia uma sucessão atropelada e inverossímil de acontecimentos inesperados, de surpresas, de peripécias extravagantes, de reconhecimentos e desconhecimentos, de sumiços, de mortos que não morreram, de mistérios insolúveis, de injustiças contra os inocentes, de falsos crimes e de falsos criminosos, de homicídios, de equívocos e de acasos impossíveis.

No entanto, distintamente do folhetim — e do romantismo capixaba —, A baixa de Matias não envereda pelo maniqueísmo nem pelo moralismo. De fato, apesar de sua inverossimilhança, o texto possui elementos picarescos que, em seu realismo despudorado, o distanciam da idealização romântica. Sem vilões e sem mocinhos, quase todos os personagens são anti-heróis e o maior deles é Matias, moço pobre e esperto cujas aventuras, travessuras, ardis e burlas se revestem de uma comicidade ingênua e — implicitamente — crítica. Verdadeiro pícaro, sua luta pela sobrevivência não admite escrúpulos, e não hesita em enganar até mesmo o conde dos Arcos, de quem é servidor. Do mesmo modo que no picaresco, em sua relação com Anacleta, a anti-heroína que se prostitui, predominam o interesse sexual e a vontade de se aproveitar da situação, e não o sentimento amoroso — inexistente na obra.

O próprio estilo se assemelha ao picaresco na ausência do excesso de imagens, metáforas, hipérboles e adjetivos característicos do romantismo. A linguagem, em que, como afirmamos, o autor tenta ser coloquial, mas não o consegue, se difere da espontaneidade romântica, é mais parecida com a que encontramos em A vida de Lazarilho de Tormes[ 5 ] do que a fala cheia de naturalidade das Memórias de um sargento de Milícias,[ 6 ] de Manuel Antônio de Almeida, que a crítica tem identificado com o picaresco. Ainda que A baixa de Matias seja menos coloquial do que a obra castelhana, o pioneirismo de ambas dificultou o domínio da linguagem, que — ao contrário das Memórias de um sargento de milícias — não causa a impressão de que o autor realizou uma autêntica transcrição do discurso popular.

Como em A Vida de Lazarilho de Tormes, a ação é desenvolvida em sucessão cronológica, mas, usando do que então era uma técnica moderna no Brasil,[ 7 ] metanarrativas (narrativas metadiegéticas, segundo Genette)[ 8 ] são encaixadas na narrativa de primeiro grau com o fim de, por meio de flashbacks (ou melhor, de analepses completivas, na terminologia de Genette), preencher as lacunas deixadas pelo resumo (elipse) da ação efetuado no capítulo inicial. Ao lado, portanto, de um narrador extradiegético, que narra em primeiro grau — e na terceira pessoa — na maior parte do livro, há também narradores intradiegéticos, que empreendem diversas metadiegeses, sendo Matias o principal entre eles. As narrativas em segundo grau — e na primeira pessoa — abrigam os momentos propriamente picarescos de A baixa de Matias, em que, à semelhança do que ocorre em A vida de Lazarilho de Tormes, o narrador conta episódios — permeados de astúcia e de comicidade — de sua própria vida.

Esse recurso, derivado da literatura oral, foi a saída encontrada pelos autores para os problemas técnicos com que a novidade de seus projetos — sem exemplos de que pudessem se valer — se deparou. Aliás, nas duas obras o folclore se apresenta. A espanhola deita raízes em diversos temas folclóricos medievais, entre eles o do guia de cego. Na brasileira, pertencem à cultura popular não apenas o saci-pererê (‘saciparerê’, op. cit., p. 38) e as cambondas (o texto grafa ‘cambonas’, p. 37), mas também a figura do anti-herói, fartamente encontrado em nossa tradição. Matias cita um deles, ‘Pedro Malasartes’ (p. 31). Ora, segundo Câmara Cascudo, Malasartes, chamado de Pedro de Urdemales na Espanha, é um legítimo personagem do picaresco castelhano, devendo ser colocado junto ao próprio Lazarilho de Tormes:

Malazarte em Portugal, Pedro de Urdemales na Espanha, popularíssimo e velhíssimo, derrama sua presença no continente ibero-americano. No Brasil, Lindolfo Gomes reuniu doze episódios no CONTOS POPULARES, I°, 64, e no VAQUEIROS E CANTADORES, Porto Alegre, 1939, divulguei suas proesas em versos no sertão nordestino. […] Já era citado na canção 1132 do CANCIONEIRO DE VATICANA, fins do século XV… ‘chegou Payo de maas Artes’. É o ‘Pedro de Urde Lamas’ da LOZANA ANDALUZA (séc. XVI). Miguel Cervantes de Saavedra escreveu uma comédia ‘Pedro de Urdemales’. Citam sua figura astuciosa e alegre Espinel, Lope de Vega, Quevedo, Salas Barbadillo, Montalbón, Calderón de la Barca. Pedro de Urdemales eres, fala o velho Quintana no segundo ato do DOM GIL DE LAS CALZAS VERDES de Tirso de Molina. D. Francisco Manoel de Melo evoca-o no RELÓGIOS FALANTES. O prof. Aurelio M. Espinosa estudou 68 versões hispânicas em cinco tipos, CUENTOS POPULARES ESPAÑOLES, III°, 131-150. É uma figura legítima da novela picaresca castelhana como Lazarillo de Tormes, Gusmán de Alfarache, El Buscón, Estebanillo Gonzalez.[ 9 ]

A referência a Malasartes é um passo fundamental para a compreensão da similaridade de ambos os romances. Malasartes — classificado no mesmo gênero de Lazarilho — deve ter sido um dos modelos usados para a construção de Matias. Não é à toa que, na parte mais coloquial e picaresca do livro, Matias está contando ou ouvindo casos, hábito brasileiro cujo espírito parece animar essas palavras do Lazarilho: “E para que veja Vossa Mercê a quanto se estendia o engenho deste cego ardiloso, contarei um caso dos muitos que com ele aconteceram [...]".[ 10 ] Sendo tão forte a inspiração folclórica, é natural que A baixa de Matias e A Vida de Lazarilho de Tormes adotem o paradigma da literatura oral para o desenvolvimento da ação, que se desenrola em seqüência cronológica.

A publicação de O capitão Silvestre e frei Veloso ou A plantação do café no Rio de Janeiro[ 11 ] atesta a importância do café para a economia brasileira da época. O autor o intitulou de ‘romance brasileiro’, repetindo a denominação conferida por Teixeira e Sousa a O filho do pescador, de 1843. Wilson Martins, comparando-o com um dos livros de Teixeira e Sousa, classifica-o de verdadeiro romance histórico.[ 12 ] Basílio de Magalhães afirma que é o primeiro romance brasileiro sobre o café e que Capistrano de Abreu o considerava uma das melhores obras oitocentistas do país.[ 13 ]

Antecede a narrativa um ‘Prólogo’ em que Susano informa que se baseou em fatos verdadeiros da história do café e que se desviou da “estrada ordinária dos romancistas e cômicos, para quem são as intrigas de amor o eterno ponto de suas lucubrações [...]".[ 14 ] Ao contrário do romantismo e como em A baixa de Matias, o amor ocupará, portanto, um lugar secundaríssimo no enredo. Alertados pelo ‘Prólogo’, percebemos que estamos diante de um romance histórico, pois são abordados fatos — com alguns erros — e personagens que realmente existiram, como o marquês de Lavradio, vice-rei do Rio de Janeiro, e frei Veloso.

Esse opúsculo didático de propaganda segue as características dos primeiros romances nacionais: suas personagens são planas, às vezes caricaturas, e a localização externa impede uma construção psicológica eficiente. O enredo, de tão simplório e tênue, não permite a instalação de uma trama clássica, geradora de expectativas, de ânsias, de suspense, de descargas nervosas e de catarse. A ação transcorre linearmente, em seqüência cronológica, à maneira de um relato histórico. A apologia do café leva, embutida, uma postura ufanista que descreve a paisagem, o temperamento, a fala, a natureza, o homem, os costumes e a cultura popular[ 15 ] do Brasil.

Como em A baixa de Matias, há uma metanarrativa encaixada na narrativa extradiegética. Desta feita, porém, a metadiegese ocorre por meio de um narrador intradiegético heterodiegético que lê um trabalho sobre o café: o capitão Silvestre.

Na narrativa extradiegética que abre o livro, os diálogos entre o capitão Silvestre e frei Veloso possuem uma surpreendente verossimilhança e são superiores aos de A baixa de Matias em coloquialidade, em fluência e em naturalidade. Ajudados por uma caracterização realista de ambos os personagens, por alguns regionalismos e pelos mal-entendidos cômicos típicos do romantismo, esses diálogos constituem o melhor momento de O capitão Silvestre e frei Veloso.

A utilização de um narrador intradiegético heterodiegético em uma metadiegese comprova o talento de romancista de Azambuja, que, não se contentando com uma narrativa em primeiro grau, introduz recursos técnicos — modernos para os autores locais de então — que lhe possibilitam lidar criativamente com o narrador, elemento básico da literatura épica. No entanto, quando a narrativa intradiegética começa, o texto perde a coloquialidade inicial e se torna empolado, hiperbólico, adjetivado e metafórico. A transformação no estilo acompanha, como reação igual e contrária, a mudança no local da ação, que se passa no estrangeiro e — fugindo da finalidade do romance histórico — naturalmente não versa sobre o passado brasileiro. Dando continuidade ao seu projeto de imitação do paradigma romântico europeu, Azambuja passa a desenvolver seus temas característicos e tenta adotar sua estrutura: o exotismo se faz presente na descrição da permanência do grão-vizir turco Solimão Aga na França de Luís XIV, em que introduziu o uso do café. O casamento por amor e a igualdade entre homem e mulher são defendidos. É nesta metadiegese, enfim, que, pela primeira e única vez, surge, esboçada, a figura da mulher amada, que serve de fundo para uma breve aventura logo seguida do clímax e de sua resolução.

Em O capitão Silvestre e frei Veloso, Susano chega a dominar, por alguns instantes, a microestrutura do romance — a fala, a frase, a descrição —, mas falha na estruturação de um todo articulado. A intriga assume um papel secundário frente ao verdadeiro objetivo do autor, que é relatar e divulgar, didaticamente, com direito a lições de economia, política e história, a “descoberta e uso do café",[ 16 ] cuja exportação, em troca de mercadorias, é aclamada por ele como a solução para os problemas financeiros nacionais.[ 17 ]

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NOTAS


[ 1 ] Luís da Silva Alves d’Azambuja Susano (Rio de Janeiro, 20.8.1791 — Vitória, 16.8.1873), romancista, funcionário público, político, jurista, gramático, ensaísta, professor, deputado provincial, destacou-se como cidadão de Vitória, onde viveu de 1822 até a data de sua morte. Suas principais obras literárias são Um roubo na Pavuna (romance histórico, Rio de Janeiro, 1843); O capitão Silvestre e frei Veloso ou A plantação do café no Rio de Janeiro (romance brasileiro, Rio de Janeiro, Eduardo e Henrique Laemmert, 1847, 58 pp.); A baixa de Matias, ordenança do conde dos Arcos, vice-rei do Rio de Janeiro (romance histórico-jurídico, Rio de Janeiro, 1858, 63 pp.). Conforme Wilson Martins (op. cit. [História da inteligência brasileira], p. 205), traduziu o Orlando furioso, de Ariosto, e o imprimiu na tipografia de Miranda Carneiro, em quatro volumes, no Rio de Janeiro, em 1833. Basílio de Magalhães (O café, 2a ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1939. p. 342) informa que Azambuja publicou, em 1843, no Rio de Janeiro, a tradução de urna seleta de autores latinos com 328 pp.
[ 2 ] Basílio de Magalhães, op. cit., p. 343. Wilson Martins (op. cit., p. 274) confirma a existência do livro: “[…] faz simetria com o romance histórico, como o de Luís da Silva Alves de Azambuja Susano (1791-1873) Um Roubo na Pavuna […]”.
[ 3 ] Azambuja Susano, A baixa de Matias, ordenança do conde dos Arcos, vice-rei do Rio de Janeiro, 3a ed., Vitória/Brasília, Fundação Ceciliano Abel de Almeida, Instituto Nacional do Livro, 1988, 72 pp. O pequeno número de páginas é típico dos primeiros romances nacionais, como é o caso de O filho do pescador, de Teixeira e Sousa, publicado em 1843.
[ 4 ] Na p. 38 de A baixa de Matias (op. cit.), a crença popular no saci-pererê — grafado ‘saciparerê’ — é usada por um espertalhão que deseja se aproveitar de uma moça. Na p. 37, são narrados os hábitos das ‘cambonas’ — ou cambondas, isto é, auxiliares de macumba — na véspera do dia de são João.
[ 5 ] A vida de Lazarilho de Tormes e de suas fortunas e adversidades, Rio de Janeiro, Alhambra, 1984, 100 pp. Publicado no século XVI, este é o primeiro romance picaresco da literatura espanhola.
[ 6 ] É interessante observar que o sentimento amoroso, inexistente em A vida de Lazarilho de Tormes e em A baixa de Matias, é um dos temas de Memórias de um sargento de milícias.
[ 7 ] A vocação de romancista de Azambuja fez com que ele empregasse cartas como recurso narrativo. Veja op. cit., pp. 51-2.
[ 8 ] Gérard Genette, Discurso da Narrativa, Lisboa, Arcádia, 1979, 280 pp. Entre parênteses, incluímos a terminologia de Genette.
[ 9 ] Câmara Cascudo, Contos tradicionais do Brasil (Folclore), Rio de Janeiro, Tecnoprint, s. d., p. 250.
[ 10 ] A vida de Lazarilho de Tormes, op. cit., p. 25.
[ 11 ] Luís da Silva Alves d’Azambuja Susano, ‘O capitão Silvestre e frei Veloso ou A plantação do café no Rio de Janeiro’ em: — O café, 2a ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1939, pp. 335-87.
[ 12 ] Wilson Martins, op. cit., p. 358: “É o ano em que também aparecem os três volumes de Teixeira e Sousa, Tardes de um Pintor, ou Intrigas de um Jesuíta, e mais um ‘romance brasileiro’, o de Luís da Silva Alves de Azambuja Susano (1791-1873), O Capitão Silvestre e Frei Veloso, ou A Plantação do Café no Rio de Janeiro. O primeiro é um falso, e o segundo um verdadeiro romance histórico, ou antes, novela, pois tem apenas 58 páginas sem qualquer complexidade de intriga.”
[ 13 ] Basílio de Magalhães, op. cit., p. 3: “[…] o primeiro romance brasileiro sobre o café, lavra de Luís Alves da Silva (sic) de Azambuja Susano e publicado aqui em 1847. Creio que não me serão negados louvores por desentranhar eu do injusto olvido essa pequena e curiosa novela, considerada pelo grande mestre Capistrano de Abreu corno uma das melhores obras do século passado, surtas em nossa pátria”.
[ 14 ] Luís da Silva Alves d’Azambuja Susano, op. cit., p. 345.
[ 15 ] Uma engraçada ocorrência envolvendo a festa do Espírito Santo é narrada na p. 350.
[ 16 ] Luís da Silva Alves d’Azambuja Susano, op. cit., p. 345.
[ 17 ] Ibid., pp. 376.9.

[In Razão do Brasil em uma sociopsicanálise da literatura capixaba, de Oscar Gama Filho, José Olympio Editora/Fundação Ceciliano Abel de Almeida, Rio de Janeiro/Vitória, 1991, p. 76-88.]

Oscar Gama Filho é psicólogo, poeta e crítico literário com diversas obras publicadas.(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site, clique aqui)



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