Vitória, 5 de setembro de 1963. [...] Não sei se o Álvaro anda aí pelo Rio. É que desejo adquirir um exemplar do Código Internacional de...

A Maurício Leal Silva (Vitória, 05/9/1963)

Vitória, 5 de setembro de 1963.

[...]

Não sei se o Álvaro anda aí pelo Rio. É que desejo adquirir um exemplar do Código Internacional de Sinais, usado pela Marinha Mercante. São aquelas bandeiras que V. uma vez conseguiu para mim em um barco de guerra. Têm um significado especial, conforme a ordem em que são içadas. O livreto ou mapas estampam as bandeiras e dão o significado. Preciso disso para traduzir os sinais que vejo, nos topes dos mastros dos navios que demandam o porto. Quero aperfeiçoar a nova mania de ver navios...

Aguardo notícias, com um grande e agradecido abraço.

[In Cartas selecionadas - Jones dos Santos Neves. Vitória: Cultural-ES, 1988.]

Jones dos Santos Neves graduou-se em Farmácia no Rio de Janeiro e, de volta a Vitória, casou-se, em 1925, com Alda Hithchings Magalhães, tornando-se sócio da firma G. Roubach & Cia, juntamente com Arnaldo Magalhães, seu sogro, e Gastão Roubach. A convite de interventor João Punaro Bley, em 1938 funda e dirige, juntamente com Mário Aristides Freire, o Banco de Crédito Agrícola (depois Banestes), tendo depois disso seu nome indicado juntamente com o de outros dois, para a sucessão na interventoria. Foi então escolhido por Getúlio Vargas como novo interventor, cargo em que permaneceu de 1943 a 1945. Em 1954 retomou seu trabalho no banco, chegando à presidência, sendo, em 1950, eleito  governador do estado. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site, clique aqui)

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