A obra do escritor Luiz Guilherme Santos Neves foi estudada por vários autores, entre os quais: 1 – MARIA THEREZA COELHO CEOTTO Históri...

Luiz Guilherme Santos Neves - Referências

A obra do escritor Luiz Guilherme Santos Neves foi estudada por vários autores, entre os quais:


1 – MARIA THEREZA COELHO CEOTTO

História, carnavalização e neobarroco: Leitura do romance contemporâneo produzido no Espírito Santo. CEG Publicações/Editora da Ufes, 1999.

Texto da orelha, pelo Prof. Dr. Francisco Aurelio Ribeiro

Este livro da Profa. Maria Thereza Lindenberg Coelho Ceotto originou-se de sua dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Letras, em dezembro de 1997, intitulada História, carnavalização e neobarroco: leitura do romance contemporâneo produzido no Espírito Santo.

Por várias razões, este livro ficará registrado na historiografia literária feita no Espírito Santo: em primeiro lugar, por ter sido a primeira dissertação defendida no PPGL, da Ufes; em segundo, por enfocar a Literatura do Espírito Santo e sua inserção no contexto nacional e internacional, uma de nossas linhas de pesquisa; em terceiro, por ter sido escrito por uma das mais brilhantes professoras que atuaram no Departamento de Línguas e Letras da Ufes, ensinando Literatura Brasileira, por mais de 30 anos.

Neste trabalho, a Prof. Maria Thereza dá um "banho" de erudição, de adequação formal da linguagem, de correção no tratamento do tema, de capacidade de síntese e de associação de obras, autores, temas sob um enfoque teórico atualizado e pertinente.

No primeiro capítulo, discute "os caminhos da história e da ficção", buscando analisar esse percurso sob a luz do enfoque contemporâneo da "Nova História" e das correntes filosófico-literárias do pós-estruturalismo; no segundo, analisa os romances As chamas na missa, de Luiz Guilherme Santos Neves, A panelinha de breu, de Bernadette Lyra, e Albergue dos querubins, de Adilson Vilaça, sob a perspectiva bakhtiniana da teoria da carnavalização; no terceiro, retoma o conceito de neobarroco, de Omar Calabrese e Severo Sarduy, para situar os romances escolhidos para análise e contrapô-los ao tempo histórico da contemporaneidade.

Como orientador que fui da dissertação, sou suspeitíssimo para falar do texto da Profa. Maria Thereza, mas tenho certeza de que todos os amantes da Literatura, da Teoria Literária e do Espírito Santo ficarão tão orgulhosos como eu de ver este trabalho virar livro e ficar à disposição de muitos mais leitores.

Parabéns à Edufes por estar publicando este livro; à Maria Thereza por tê-lo escrito; ao PPGL, por estar produzindo trabalho de tal nível e a você, prezado leitor, pelo prazer que certamente irá ter ao lê-lo.

E la nave va.

Vitória, primavera chuvosa de 1999, às portas do terceiro milênio.
Prof. Dr. Francisco Aurelio Ribeiro
Presidente da Academia Espírito-santense de Letras.


SUMÁRIO DA OBRA

Introdução
1 Os caminhos da história e da ficção
2 A carnavalização da história
2.1 O Tribunal do Santo Ofício como metáfora da repressão
2.1.1 As chamas na missa, o romance do medo e do riso
2.1.2 A caravela Santa Catarina: a História possível
2.1.3 As invasões francesas: a face cômica da História
2.1.4 O riso do narrador
2.2 Maria Ortiz e a desmitificação da mulher
2.3 A formação do Espírito Santo em Albergue dos querubins
3 Do barroco ao neobarroco
3.1 O diálogo dos tempos
3.1.1 O neobarroco
3.2 Uma estrutura barroca/neobarroca
3.2.1 A polifonia neobarroca de As chamas na missa
3.2.2 Labirinto e metamorfose em A panelinha de breu
3.2.3 Repetição e fragmento
3.2.4 A panelinha de breu, um mosaico de citações
3.2.5 As engrenagens do tempo em Albergue dos querubins
Conclusão: Atando fios, desatando nós
Referências bibliográficas


2 – FRANCISCO AURELIO RIBEIRO

Literatura: uma releitura da história (Análise de A nau decapitada, romance de Luiz Guilherme Santos Neves). In Estudos críticos de literatura capixaba, Vitória, 1990.


3 – ADRIANNA M. MENEGUELLI

Rapunzel pós-moderna. In Você, n. 12, junho de 1993. SPDC/Ufes.


4 – DENEVAL SIQUEIRA DE AZEVEDO FILHO

A nau e o rapto: perversão a bordo. In Desarraigados. Ensaios. SPDC/Ufes, 1995.


5 – MIGUEL DEPES TALLON

O intertexto em Torre do delírio. In Cadernos de Pesquisa. Ano I, n. 1, agosto de 1997. Mestrado em Letras, Departamento de Línguas e Letras, Universidade Federal do Espírito Santo.


6 – ESTER ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA

Luiz Guilherme, trilhando os caminhos de Rubén Darío e Borges. In Cadernos de Pesquisa. Ano I, n. 2, julho de 1998. Mestrado em Letras, Departamento de Línguas e Letras, Universidade Federal do Espírito Santo.


7 – MARIA THEREZA COELHO CEOTTO

As chamas na missa: a história possível. In Cadernos de Pesquisa. Ano I, n. 2, julho de 1998. Mestrado em Letras, Departamento de Línguas e Letras, Universidade Federal do Espírito Santo.



Luiz Guilherme Santos Neves (autor) nasceu em Vitória, ES, em 24 de setembro de 1933, é filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida Neves. Professor, historiador, escritor, folclorista, membro do Instituto Histórico e da Cultural Espírito Santo, é também autor de várias obras de ficção, além de obras didáticas e paradidáticas sobre a História do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site, clique aqui)

Estação Capixaba

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