Nascida Deny Pacheco Gomes, em São Luís-MA, em 1938, desde a infância vive no Espírito Santo, em Vitória, cidade que considera como sua terra natal. Licenciada em Letras Neolatinas, pela PUC/RJ (1959), foi professora titular de Teoria da Literatura, na Ufes, por mais de vinte anos. Autora de diversas obras literárias e de crítica literária.
Número de artigos deste autor:
OS MEDONHOS INSUCESSOS DO VILAREJO E OUTRAS HISTÓRIAS Deny Gomes Os textos de Pedro J. Nunes — uma novela e quatro contos — reunidos em Vilarejo e outras histórias incluem-se no fluxo da produção verbal artística porque recebem e oferecem contribuições pessoais para o cabedal da Literatura, este misto de convenção tradicional e inovação, esta específica articulação de[Ler o restante do artigo]
ESTUDO CRÍTICO Deny Gomes AMADOS Para Vilma e Roberto Almada O amor e sua presença eterna, indestrutível ante o tempo e a morte… As legiões do vento o perpassam e só de leve agitam sua pele de translúcida seda resistente. Amor é para sempre e desafia o tecido esgarçado da aparência. Amor — eterna essência[Ler o restante do artigo]
A TECELÃ Tentei fugir desta sina, andei saindo da linha, rodando feito pião no giro desta ciranda, desta louca sarabanda, que, quando a vida desanda, não tem barca nem fieira, não tem unha, não tem mão pra aparar a ponteira. Venceu o tempo. O teu nome já dado por esquecido, impõe de novo o compasso,[Ler o restante do artigo]
O VIAJANTE Ao me lançar na vida sem temor, levava uma bagagem de alegria. Fiz projetos, esquemas e tracei justo percurso de navegador. O mapa do tesouro, muito raro revelava a exata direção. Os pontos do quadrante garantiam o rumo firme, o destino claro Quebraram-se lunetas e sextantes, se embaralharam linhas e roteiros. Os quartos[Ler o restante do artigo]
SONETO “Porque me descobriste no abandono” [*] e eu não te encontrei na hora certa, te espero na vigília e no sono, deixando minha porta sempre aberta. Porque tu me achaste e és meu dono, diante de ti eu sou altar e oferta. É escasso o tempo. Perto vem o outono, quando o sonho se[Ler o restante do artigo]
A TECELÃ Tentei fugir desta sina, andei saindo da linha, rodando feito pião no giro desta ciranda, desta louca sarabanda, que, quando a vida desanda, não tem barca nem fieira, não tem unha, não tem mão pra aparar a ponteira. Venceu o tempo. O teu nome já dado por esquecido, impõe de novo o compasso,[Ler o restante do artigo]
O VIAJANTE Ao me lançar na vida sem temor, levava uma bagagem de alegria. Fiz projetos, esquemas e tracei justo percurso de navegador. O mapa do tesouro, muito raro revelava a exata direção. Os pontos do quadrante garantiam o rumo firme, o destino claro Quebraram-se lunetas e sextantes, se embaralharam linhas e roteiros. Os quartos[Ler o restante do artigo]
SONETO “Porque me descobriste no abandono” [*] e eu não te encontrei na hora certa, te espero na vigília e no sono, deixando minha porta sempre aberta. Porque tu me achaste e és meu dono, diante de ti eu sou altar e oferta. É escasso o tempo. Perto vem o outono, quando o sonho se[Ler o restante do artigo]