Fernando Achiamé

Nasceu em Colatina, ES, em 22/02/1950 e fixou-se em Vitória a partir de 1955. Formado em história pela Universidade Federal do Espírito Santo e em língua e literatura francesas pela Universidade de Nancy II (Pela Aliança Francesa do Brasil). Especialista em arquivos pela Ufes. Foi diretor do Arquivo Público Estadual do Espírito Santo (1975 a 1983), vice-presidente e secretário do Conselho Estadual de Cultura, professor de história da arquitetura e estética na Ufes (1982-1997). Várias pesquisas e poesias publicadas.

Número de artigos deste autor:

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Fernando Achiamé: “Modo de estar no mundo”

Continuo dando razão a Rubem Braga que dizia mais ou menos desse jeito: sempre é constrangedor falar de si mesmo. Por isso que empurrei com a barriga, por uns dois anos, a elaboração deste texto para a página Bravos Companheiros e Fantasmas: Literatura do Espírito Santo do site www.estacaocapixaba.com.br. Sem contar as banalidades que um prático em[Ler o restante do artigo]

Conto: “As entranhas dos sacrificados ou clavis prophetarum”

Catar certos restos é muito enriquecedor. Para além da história oficial, da história de heróis, da história dos fatos excepcionais, existe a história das misérias humanas, do dia-a-dia. Esta história do cotidiano, da vida privada está em evidência desde alguns anos e tem origem na França. Se para a ciência histórica é fundamental estudar as[Ler o restante do artigo]

Crônica: “Para a cidade e para o mundo”

Domingo Começa a semana. A feira é de Deus, ou de Gurigica? Portugal… O certo é que havia uma feira aos domingos porque na segunda-feira era a segunda feira. Português — única língua no mundo cristão em que os dias da semana não se referem aos astros ou aos antigos deuses pagãos. Muita repressão religiosa,[Ler o restante do artigo]

Poemas inéditos de O livro simples ou Tudo por um triz (títulos provisórios)

AS CIDADES ASSIMÉTRICAS Não retorne às cidades passadas, vãs poeiras cobririam seu corpo. Cidades são esfinges: decifradas se desfazem, previstas já acabam. Não visite cidades do futuro, pois seu dorso viraria fumaça. Utopias boas só após findas; planos existem para o fracasso. Não fale das cidades no presente, troncos e pedras se levantariam. Cidades têm[Ler o restante do artigo]

Poemas de A obra incerta (2000)

SEREIAS NA BEIRA-MAR Duas mulheres dois golfinhos debruçam-se frente a frente na frente da repartição. Tecem instante d’água na arquitetura moderna. Seus longos cabelos são mantos. Faces pétreas. Faces de quê? Com os olhos, alisá-las com os olhos. Para moldá-las o ar nelas resvala. Luz lhes salpica sombras-texturas. Inda agora mesmo as vi paradas e[Ler o restante do artigo]

Poemas do livro nunca editado Expedição diversa (anos 1960/70)

DEDICATÓRIA A leitura de uma Odisséia dedico ao pobre Homero cuja obra se discute e cuja existência se ignora tão mitologicamente cego que é clássico da literatura mundial sem o saber. 1966 POEMA DE TRÊS DIAS 28/8 Hoje a lua está cheia. Gente morreu e nasceu. Escuto música e faço um trabalho sobre Roma. O[Ler o restante do artigo]

Qual Espírito Santo?

(…), pois o que vive tem sempre razão. J. H. Rodrigues O português não descobriu o Espírito Santo, que ainda não existia com nome e configuração portuguesas, mas conformou este território aos seus desígnios e interesses. A história tem suas ironias. O colonizador, presente neste lugar durante trezentos anos, não comemorava sua chegada, o que[Ler o restante do artigo]

ACHIAMÉ, Fernando. Qual Espírito Santo? In A Tribuna, Vitória — ES, de 01, 14, 15 e 21 de julho de 1987.