Gilbert Chaudanne

Gilbert Chaudanne é artista plástico e escritor.

Número de artigos deste autor:

13

Excerto do livro A passagem de Marina

Marina, no início, foi somente uma voz; mas tanta existência nessa voz: doce, cheia de carícias, rosada — sim — delicada, toda em ternura dada e que pára no momento em que ela vai se dar — realmente — contendo-se, em suspensão por cima das coisas, com um sorriso também suspenso por cima das coisas,[Ler o restante do artigo]

Depoimento de Gilbert Chaudanne ao Neples

UNIVERSO PESSOAL E INÍCIO DE CARREIRA 1. Descreva sua infância e vida escolar Nasci e me criei em Besançon (França) — na região chamada Franco-Condado, cidade de pensadores e escritores (Victor Hugo, Proudhon, Fourier) — Besançon é antiquíssima, já existia no império romano (Vesutio). Meu bairro era o bairro popular tipo Vila Rubim, com imigrantes (italianos,[Ler o restante do artigo]

Dois textos de Gilbert Chaudanne

DIA DAS MÃES. DIA DA CRIAÇÃO Quando eu era pequeno via seu imenso rosto terno debruçado sobre o meu aberto como uma laranja. Era o firmamento de que universo? O de um aconchego metafísico onde as estrelas cantavam como na cosmogonia de Pitágoras. Eu não era nada, apenas um pedacinho de carne que queria leite[Ler o restante do artigo]

Poema “Eternidade-jardim ou o poema-Moscoso”

Pelo desejo de estar magnificamente só sentado neste banco de mim sobre meu eu que está fluindo lentamente no jardim e debaixo de mim fluindo porém com um fluxo que não anda em linha reta mas que gosta de fazer arabescos redemoinhos de que moinho ou dos carrosséis e dos coretos que aqui estão diante[Ler o restante do artigo]

“Machu-Picchu, 1972″

Tem o trem de índios e tem o trem de gringos. Pego o trem de índios, porque sou índio da França, um gaulês: “Dos meus ancestrais tenho os olhos azuis… mas não unto minha cabeleira.” Como o primo Artur, que foi na Abissínia ser um etíope, estou aqui para ser um índio. E por quê?[Ler o restante do artigo]

“Istambul, 1970″

Há muito tempo queria lhe falar de Istambul. Mas, como no amor, há sempre algo que impede de dizer a palavra justa, que seria como o abre-te-sésamo sobre a Cidade. Seria fácil dizer que Istambul é a porta do oriente, a sublime porta que, como tal, sustenta todos os sonhos e devaneios dos cristãos europeus,[Ler o restante do artigo]

“Madras, 1970 (a ponte)”

Nome: Gilbert Chaudanne Data e local de nascimento: 3 de junho de 1948, Besançon, França. Formação acadêmica: Matemáticas elementares e matemáticas superiores. Biologia . Geologia (mestrado). Profissão: atualmente (1996) professor. Bibliografia Em francês: La guerre impromptue (1973), Imp du Centre Transmutations (1974), Imp du Centre Les Sources Vives suivi de “Tribulations” (1976), Metthez Frères Le Crépuscule des Cormorans (1979),[Ler o restante do artigo]

Pavana para um macaco pré-socrático

A Angelo Zurlo Santa Teresa de todas as Rosas. Seu bosque — Arca de Noé — o chamado Museu, com sua parafernália de bichos presos e soltos e a majestade monárquica das suas vegetações. E o homem a flanar pelo labirinto da natureza levemente humanizada, demorando na contemplação de um gato do mato com seu[Ler o restante do artigo]

CHAUDANNE, Gilbert. Pavana para um macaco pré-socrático. In Revista Você, Vitória:Ufes/Secretaria de Produção e Difusão Cultural, n.17, I, nov.1993.

Pedra, dragão, bailarina

A Jim Morrison Você sabe — há aquelas viagens de ônibus-do-Brasil, flutuando na fofura dos seus assentos e no asfalto-fita da estrada. O viajar profundo das estradas, e que mais? Sonolento o passageiro “dentro da noite veloz” sonolento e como magnífico analgésico de todas as dores do pobre espaço humano, aquele acordar que não sabe[Ler o restante do artigo]

CHAUDANNE, Gilbert. Pedra, dragão, bailarina. In Revista Você, Vitória:Ufes/Secretaria de Produção e Difusão Cultural, n.16, II, out.1993.

Mitologia do beija-flor: um beijo de princípios

A Bíblia conta a história desses anjos que acharam as filhas dos homens tão bonitas que acabaram se apaixonando por elas. Ora, temos na natureza alguma coisa que se parece bastante com essas bodas míticas — quero falar do beija-flor e da flor e do beijo que o beija-flor dá na flor. A flor pode[Ler o restante do artigo]

CHAUDANNE, Gilbert. Mitologia do beija-flor: um beijo de princípios. In Revista Você, Vitória: Ufes/Secretaria de Produção e Difusão Cultural, n.15, set.1993.