Jones dos Santos Neves

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41

Discurso de posse no cargo de governador do Estado, a 31 de janeiro de 1951 (inserido dentro do Relatório geral do quatriênio – 1951-1955)

Foram estas, precisamente estas as palavras que pronunciei, perante VV. Excias., em 31 de janeiro de 1951, ao assumir o alto o honroso posto de Governador do Estado: “A qualquer observador, de mediana acuidade, não passará certamente despercebida a sombria diretriz que, no cenário mundial, os impetuosos acontecimentos da hora presente traduzem e vaticinam para[Ler o restante do artigo]

A Therezinha Santos Neves Leal (Vitória, 09/10/1963)

A THEREZINHA SANTOS NEVES LEAL Vitória, 9 de outubro de 1963. Kaçuquinha querida Depois que recebi a sua carinhosa cartinha última, de 23 do mês passado, muita água rolou por baixo da ponte. Inclusive o estado de sítio que quase aconteceu no Brasil. Mesmo por aqui, nesta pacata província que Vasco Fernandes Coutinho costumava chamar[Ler o restante do artigo]

A Maurício Leal Silva (Vitória, 05/9/1963)

A MAURÍCIO LEAL SILVA Vitória, 5 de setembro de 1963. [...] Não sei se o Álvaro anda aí pelo Rio. É que desejo adquirir um exemplar do Código Internacional de Sinais, usado pela Marinha Mercante. São aquelas bandeiras que V. uma vez conseguiu para mim em um barco de guerra. Têm um significado especial, conforme[Ler o restante do artigo]

Manoel Vivacqua

Fazendo do meu verso uma arapuca,  De dentro dela saco um “Tartarim”,  Um caçador famoso, que, por fim,  Saiu caçado: — o trêfego Manduca.  Às voltas com o mosquito e com a mutuca,  Na mata virgem, ou mesmo no capim,  Esparramando tiros de festim Trucida a bicharia pela nuca.  Ninguém escapa à louca pontaria De[Ler o restante do artigo]

Francisco Fundão

É Chico, como todo bom Francisco,  Que viva ou que viver cá neste mundo,  Porém sendo Fundão, eu não arrisco,  A crer que seja ele assim tão fundo.  Disputa nos governos bom petisco Com seu fornecimento. E furibundo,  Agarra as concorrências como visco Ganhando a vida com suor fecundo.  É vendedor de prego e parafuso, [Ler o restante do artigo]

José Meira Quadros

Nas quadras do soneto corriqueiro,  Em vez de perfilar, vou “enquadrar”  O Quadros, bom amigo e companheiro,  Que a Geometria vive a esquadrinhar…  Possui a bossa exata do engenheiro Capaz de a + b fácil somar,  Porém quando se trata de dinheiro,  Prefere muito mais multiplicar!  Batuta nas questões de matemática Resolve as equações como[Ler o restante do artigo]

Anselmo Cruz

É campeão da falta de freqüência,  E às reuniões quase não liga,  Nem s’incomoda com a sua ausência,  Em nossa roda sempre boa e amiga. Não sei mesmo por que sua Excia.  Entrou p’ro nosso Clube sem fadiga,  Não procurando assimilar a essência Que a Lei Rotária a todos nós obriga. Por faltar tanto aqui[Ler o restante do artigo]

Wolmar Carneiro da Cunha

Outrora nos folguedos de rapaz Brincava o Carnaval com ar jucundo Roncando na cuíca como um ás, Na frente do cordão, se não confundo. Depois surgiu, barbudo e ferrabrás, Com a Revolução vindo iracundo, Salvar a Pátria sem pensar em Paz, Antes de fulminar a meio mundo! Na hora da encrenca desigual, Repuxa com furor[Ler o restante do artigo]

Um almoço no Rotary

(Cromo) Sessão comum. Alberto presidente,  Conforme manda o nosso ritual,  Propõe as palmas bem ruidosamente,  Em honra ao pavilhão nacional!  Barbosa lê o longo expediente,  Sem tempo de comer, passando mal,  Enquanto todo o mundo aferra o dente,  Matando a fome – coisa principal.  Relatam boletins embaixadores Enquanto o Dan, incoercivelmente,  Ocupa a vez de todos[Ler o restante do artigo]

Robert Langen

Filho da terra heróica da cerveja Da música de Wagner estridulante,  Entende de bebida – ele garante -, De música, porém, nem a solfeja. Com pose marcial e petulante  Na boca um chope duplo sacoleja,  E enquanto a sua vista lacrimeja O copo se esvazia num instante. Em nossa praça representa a Brahma,  Aqui nos reunindo agora[Ler o restante do artigo]