Marcos Tavares

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Crônicas do livro No escuro, armados

NUM DOMINGO, DIA DE FEIRA À minha irmã Martha Tavares Num domingo, dia de feira. Multidão em tumulto, indo e vindo, como onda. Entre a multidão, que se vai propagando e propagando, vaga misteriosa mulher, vadia. Procura-se, em vão, espaço para se instalar negócio. Mãos e olhos, olhos e mãos, em troca de compra e[Ler o restante do artigo]

Contos do livro No escuro, armados

CONVERSÃO DO ANJO No ar, aroma de De Luxe, como de quem recém-saído do banho. À meia-luz, exigência: — Primeiro as meias, devagarinho. Não há pressa. Antes, jurando inocência, que “não era disso”; depois, despiu os pudores e, pouco a pouco, as partes mais ínfimas. Carinhos mil no pescoço. — Coço mais, meu anjo? Descendo,[Ler o restante do artigo]

Poemas selecionados

GEMA GEMIDO dia a dia, adiado o tardio parto, perto. festa a floresta porque flore a manhã. alvorada, a ave vê alvo o céu e alto voa à luz do sol. seu par de asas sobre- voa a verde mata — matutino vôo, sem meta. no ar, vão batendo vão batendo vão, as asas —[Ler o restante do artigo]