Oscar Gama Filho é escritor e psicólogo.
Número de artigos deste autor:
MONOFONIA A VITÓRIA (1551 – 1981) Porque as marcas de quatrocentos e trinta anos subsistem sob o solo e nas sombras e nos segundos andares de sobrados anciãos alicerçados por lojas comerciais; Porque são quatrocentos e trinta anos, Não quatrocentos homens nem quatrocentos e trinta ventos, Mas quatrocentos e trinta anos que me empurram e[Ler o restante do artigo]
Estes poemas foram extraídos do livro O relógio marítimo, ainda inédito, e estão entre as produções mais recentes de Oscar Gama Filho. TEMPO DE MORTOS Escute, Oscar, com calma me ouça. Não se emocione sempre e tanto assim. Este não é um tempo de poetas, Este não é um tempo de rimas, Este é um tempo[Ler o restante do artigo]
Oscar Gama Filho optou, em sua tradução, por respeitar o esquema rímico-métrico de Rimbaud, mantendo os dodecassílabos e as rimas cruzadas do original. Detalhe: seus versos, apesar de homométricos/isométricos, são heterorrítmicos, rompendo, assim, com as regras a que o alexandrino clássico devia obediência. O BARCO ÉBRIO Como eu descia pelos Rios impassíveis, Não me[Ler o restante do artigo]
Estes poemas foram extraídos do livro Eu conheci Rimbaud & Sete poemas para armar um possível Rimbaud (1989) COLHEITA DO AMANHÃ Sou poeta. Lançada ao meu rosto toda a merda do mundo, nela busco a cerda central, nó da vida, e dela faço esterco, Sêmen das flores em que me perco. E da ex-merda faço nascer uma[Ler o restante do artigo]
OVO ALQUÍMICO* Intradução-Tradição-Traição: * Obs. do tradutor: o ovo alquímico teve sua postulação inicial formulada por Sócrates e continuada pelos alquimistas, séculos depois. Seria a forma escolhida pelo filósofo para escrever toda a sua obra de uma só vez. Seu discípulo, Platão, decifrou-o por anos, dele extraiu seus próprios livros, os que escreveu em lugar[Ler o restante do artigo]
CARTA DE OSCAR GAMA FILHO AO ESCRITOR ASSIS BRASIL (Trecho) Em carta ao escritor Assis Brasil, datada de 6 de junho de 1998, Oscar Gama Filho forneceu o seguinte depoimento: Não realizei cursos extras de línguas ou de música. Sempre fui um autodidata e, desde a mais tenra infância, manifestei o desejo de ser escritor.[Ler o restante do artigo]
GERAÇÃO ACAMPADA Numa tarde gélida, com toda a nudez patética, Levantamos nossos braços para a alegria despojada de tranqüilidade, Despojada de tumulto, Despojada de alegria: Levantamos nossas cabeças para permanecermos dormindo enquanto caminhávamos, E veio então o sono diurno, Aquele que vem e nos torna seres noturnos dentro do dia escurecidos, Aquele que nos traz[Ler o restante do artigo]
Alguns destes poemas, publicados originalmente em O despedaçado ao espelho (1988), sofreram algumas modificações para inclusão em O relógio marítimo, obra ainda inédita. As versões aqui incluídas são justamente estas. O DESPEDAÇADO AO ESPELHO Até a alma ensangüentadamente desnudo, Sem poder ver o mundo, O despedaçado se olha ao espelho e inveja o que nele é inteiro.[Ler o restante do artigo]
Estes poemas, publicados originalmente em Congregação do desencontro (1980), sofreram algumas modificações para inclusão em O relógio marítimo, obra ainda inédita. As versões aqui incluídas são justamente estas. O SILENCIENSE Nascer em Silêncio era pouca satisfação para tanta ânsia de encontros amorosos na cidade vazia, Neste lapso em que derramávamos nossas coincidências curtas de tempo-espaço. Em Silêncio,[Ler o restante do artigo]
CANTOS DE FERNÃO FERREIRO Oscar Gama Flho Uma equação introdutória que depois será retomada: Renato Pacheco = R. P. = Erre P. ~= Ezra P. = Ezra Pound. Os extremos se encontram quando Renato Pacheco, sob o heterônimo de Fernão Ferreiro, decide escrever os Cantos de Fernão Ferreiro por confessada influência poundiana. No Canto-sinótico I, ele não[Ler o restante do artigo]