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DEPOIMENTO DE PEDRO J. NUNES AO NEPLES Ficha pessoal Nome: Pedro J. Nunes Data de nascimento: 8 de janeiro de 1962 Formação acadêmica: Letras-Português, UFES, 1991 Profissão: Funcionário público estadual Bibliografia Aninhanha, romance, SPDC-UFES, 1992 Vilarejo e outras histórias, novela e contos, SPDC-UFES, 1992 Com outros autores: Palavras da cidade, PMV, 1986 Jovens contos eróticos, Brasiliense,[Ler o restante do artigo]
Poemas publicados na revista Contexto, do Departamento de Línguas e Letras da Ufes, 1992. DAS PÁGINAS DE SAL Sextina Senhor, não sou digno que o poema adentres. São folhas de outono e dor os meus olhos no anúncio de Tua luz. O cárcere, a escuridão, a imagem Gasta é tudo que me resta, o meu[Ler o restante do artigo]
O texto a seguir é um dos inúmeros capítulos retirados da versão original do romance Menino, por não se ajustar à estrutura do livro. Foi publicado num dos últimos números da revistaVocê. DAS APARIÇÕES Havia em São José do Calçado uma tal multidão de figuras curiosas que responderia a todas as necessidades que uma[Ler o restante do artigo]
O conto “Sereia” foi publicado na antologia da Editora Brasiliense Jovens contos eróticos, em 1987. O concurso lierário que deu origem ao livro contou com quase 2000 escritores inscritos em todo o país. Destes, vinte foram selecionados para participar da antologia, entre eles Pedro Nunes. Embora o autor reconheça a baixa qualidade do texto, escrito em[Ler o restante do artigo]
A RATAZANA E O OCASO Nos jornais daquela manhã o povo leu sobre o morte do autor estampada nos jornais em belas letras negras. O rumor encheu o dia. A alguns, morte tão trágica consternou. Outros sorriram seus oblíquos risos. E houve mesmo quem se sentisse ligeiramente aliviado. * * * “[...] O corpo foi[Ler o restante do artigo]
MENINO (Excerto) I Moleque Um chão azulado cheio de manchas, assoalhos irregulares, pés de camas, cadeiras, mesas e uma multidão de pernas de mulheres, desgastadas imagens da infância. Dava ao que via uma compreensão particular. Desdenhava o ritmo da chusma doméstica. Nas manchas do chão da cozinha ia construindo desenhos incompreensíveis. O piso de formas[Ler o restante do artigo]
VILAREJO (Excerto) Dizem que foi há muito tempo. Numa dessas manhãs ela chegou, ela de quem nunca se soube o nome. Ficou chamada assim, a uma, a que nem de parecer parecia que nome tivesse. A estrada serpentuosa que transcende a rocha vinha de muito longe, uma serpente árida coberta de cascalho, e pouca gente[Ler o restante do artigo]
ANINHANHA (Excerto) Se está aqui é porque agrada-lhe a mulher que eu das vísceras. Dou uma Pitada de maldade e o senhor se ri. Corto os pulsos, o senhor ejacula. Legião. Todos espiam pela greta da porta. Mas não. É bom que esteja aqui, não sabe o prazer o gozo que me é permitido quando[Ler o restante do artigo]
Pedro J. Nunes João Bonino, ou Jotabê Moreira, ou Bonino, conheci-o inicialmente de referência. Nunca sabemos se simpatizamos com uma pessoa que conhecemos de referência. Não temos obrigações com as pessoas referidas, afinal das contas. Mas, como ia dizendo, insistia em dar-me dele notícias meu amigo Jorge Augusto Mattos, ex-discípulo dos tempos de Banco do[Ler o restante do artigo]