COLETÂNEA DE ESTUDOS E REGISTROS DO FOLCLORE CAPIXABA: 1944-1982

 

Guilherme Santos Neves

 

POR QUE SOMOS CAPIXABAS? 

 

Tema velho – mas ainda não de todo esgotado – é o que tenta explicar a razão por que o termo tupi capixaba passou a designar a pessoa que nasce em Vitória ou no Espírito Santo.

 

O problema continua na pauta das discussões, como o prova o estudo da lavra do escritor Menezes de Oliva – “Por que se diz capixaba todo aquele que nasce no Espírito Santo e mais particularmente em Vitória?”, inserido no livro Você sabe por quê? (1962, p. 89-92).

 

Em atenção ao professor baiano – que, em carta, me instiga e anima a dizer algo a respeito do assunto – ouso meter aqui a minha colher de estanho, ao menos para lembrar aos leitores o que, sobre o tema, se tem dito e escrito.

 

A dificuldade começa na tradução ou equivalência do vocábulo: que quer, realmente, dizer capixaba?

 

Os tupinólogos de nota e fama – e os que se interessam pela língua (ou línguas) dos nossos silvícolas – não acertaram entre si uma opinião concorde ou pacífica. Veja-se, por exemplo:

 

O visconde de Beaurepaire-Rohan, na primeira edição do Dicionário de vocábulos brasileiros (1889), verbete capixaba, ensinou: “Este vocábulo de origem tupi é corruptela de copixaba [...] como tradução de quinta e de roça.”

 

Auguste de Saint-Hilaire – que por aqui andou lá por 1818 – registrou em seu livro Segunda viagem ao interior do Brasil (1936, p. 36): “os luso-brasileiros da província do Espírito Santo servem-se, para dizer ‘uma plantação’, da palavra indígena capixabi.”

 

Couto de Magalhães, em seu “Curso de língua tupi viva ou nheengatu”, insere num dos exercícios a frase: “Ele está na roça: Ahé oikó cupixape” e, logo depois: “Roça: cupichau.” Em nota ao pé da página explica: “Roça: cupixau ou cupixaua. Na roça: cupixape: a posposição pena aglutina-se no vocábulo, o qual perde a última letra (cf. O selvagem, 1940, p. 100).

 

Gonçalves Dias, no Dicionário da língua tupi, define: “capixaba: roça” e acrescenta (sic!) “espécie de macaco” (cf. Revista de Língua Portuguesa, maio de 1920, p.123).

 

Teodoro Sampaio, no seu clássico O tupi na geografia nacional, opina: “A derrubada ou limpa, para a roça, denominava-se ou cópichaba” (apud Mário Freire, “A Capixaba e os capixabas”, in Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 9, maio de 1935, p. 42).

 

Afonso A. de Freitas, no seu Vocabulário nheengatu (1936, p. 98), ao tratar do vocábulo capuava (“de cáá, mato; pi, derrubar; xava, partícula substantivante – lugar onde o mato foi derrubado para receber plantação. O lugar da derrubada já convertido em roça, isto é, já com a plantação formada. Roça.”), acrescenta: “De cáá-pi-xaua os espírito-santenses extraíram o seu capixaba (roceiro), a contrapor-se ao caipira paulista.”

 

Elpídio Pimentel, em artigo que a antiga Vida Capichaba publicou em sua edição de 15 de setembro de 1928, tratando da grafia e do sentido do vocábulo túpico, desdobra-o da seguinte maneira: “caa (mato), pi (pele), cha (eu) e hab (torcer), ou mais fora do rigor lexicogênico: arranco a pele do mato, limpo o terreno, capino, ou, por extensão: lavrador, agricultor.”

 

Outro professor de português, Rui Almeida, respondendo a um consulente, através da Revista Filológica (número 12, dezembro de 1941, p. 76 e 79), escreveu:

 

Pelas informações que obtivemos de alguns espírito-santenses ilustres, dentre os quais cumpre-nos apontar o ilustrado Cel. Rocha Maia, digno professor de latim do Colégio Militar, do Rio de Janeiro, que se prontificou a pedir a pessoas cultas de suas relações, residentes naquele Estado, as elucidações de que carecíamos, ficamos sabendo que “capixaba era como chamavam os aborígines às grandes plantações de milho feitas pelos portugueses na ilha de Vitória” [...] O que se nos afigura acertado é que o nome é designativo da roça, roçado ou plantação.

 

Não importa aqui o registro dos dicionaristas (Aulete-Santos Vicente, Cândido de Figueiredo, Laudelino Freire etc.) que se cingiram, quase sempre, a repetir uns aos outros, ou a reiterar definições colhidas de alguns dos citados autores. Temos, assim, que capixaba pode ser: quinta, roça, roçado, derrubada ou limpa, plantação de milho, roceiro, lavrador, agricultor, além daquele inesperado macaco, segundo a tradução muito pouco poética de Gonçalves Dias...

 

A respeito do encaixe restritivo “plantação ou roça de milho”, convém relembrar aqui um tópico do Relatório “lido perante a Assembléia Provincial, em 9 de dezembro de 1882, ao passar [Herculano Marcos Inglês de Souza] o governo ao digno Dr. Martim Francisco Ribeiro de Andrade Júnior.” Esse tópico, no capítulo relativo à “Exposição Antropológica”, relata o que, entre nós, se fez, no sentido de atender às determinações do governo imperial, promotor daquela exposição. Eis o trecho que aqui nos interessa – fruto de pesquisa séria do historiador capixaba Antônio de Ataíde (“A semântica do vocábulo indígena capixaba”, Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 9, 1935, p. 17):

 

Para conseguir esse desideratum encarreguei ao engenheiro João Cassiano de Castro Menezes de ir ao Rio Doce, para onde seguiu a serviço, agenciar a maior soma de objetos que fosse possível adquirir para aquela exposição. Conseguiu ele fazer a aquisição de alguns, bem como trazer uma família de silvícolas composta de sete pessoas, acompanhadas de intérprete do aldeamento do Mutum, Tertuliano Rodrigues do Carmo.

 

A seguir, Antônio Ataíde, com base no citado Relatório, sintetiza o que foi a viagem, “cheia de peripécias, perigos e surpresas”, do rio Doce até Vitória; a tristeza e inquietação dos índios, seus ímpetos de fuga e o pedido que, a certa altura, fizeram, para que a canoa Joncati em que vinham todos acostasse a uma das margens do rio:

 

Enquanto os entretinha com brinquedos, lembrou-se o intérprete de mandar imediatamente um dos barqueiros comprar, em uma roça próxima, algumas espigas de milho verde, o que seria para eles uma delícia. Não demorou o mensageiro em vir sobraçando alguns pés de milho que arrancou com as respectivas espigas, já madurando. Conta o Dr. Cassiano que os botocudos levantaram-se bruscamente na canoa, numa alacridade infernal, numa vozearia ensurdecedora, quando viram a chegada do barqueiro, e prorromperam numa festiva saudação ao milho, cantando cáá-piim-chaba! cáá-piim-chaba! O intérprete, Sr. Tertuliano do Carmo, declarou que os índios apreciavam muito o milho verde; era para eles um regalo, e que, satisfeita a sua vontade, ia-se fazer uma boa viagem. Efetivamente, a profecia foi correspondida. Não houve mais incidente a interromper o percurso a pé, passando por Santa Teresa e Santa Leopoldina, onde tomaram canoa, no Porto de Cachoeiro, até Vitória.

 

Testemunho valioso, sem dúvida, esse que o eminente capixaba Antônio Ataíde recolheu e divulgou.

 

Mas o que, realmente, aqui mais nos importa é sabermos por que razão capixaba passou a designar a pessoa nascida em Vitória ou no Espírito Santo. Vamos ver que, também nesse caso, as opiniões divergem.

 

Bernardino José de Souza, em seu Dicionário da terra e da gente do Brasil (1939, p. 103), apoiando-se em “informação do Dr. Carlos Xavier Paes Barreto”, assevera a respeito de capixaba: “Primitivamente era o nome de um sítio onde se levantaram as primeiras roças de milho e de feijão, na ilha de Vitória, hoje compreendido pelo bairro da Capixaba”. E adiante: “A alcunha [capixaba] se ampliou com o tempo, e hoje designa todo filho do Estado do Espírito Santo e tudo que lhe é relativo.”

 

Elpídio Pimentel, no seu já citado artigo, escrevia:

 

O sítio localizado ao sudeste da ilha [de Vitória] em São João das Pedreiras onde se levantaram as primeiras lavouras de milho e feijão na ilha da Vila Nova, pouco depois, da Vitória – atual metrópole deste Estado – limpo pelos colonos e bugres mansos, às vistas vigilantes dos jesuítas, era chamado, no idioma dos silvícolas, capichaba, nome que permaneceu com esse lugar. [...] O termo tupi, por fácil metalepse, estendeu-se da coisa possuída ao possuidor e, perdida a noção primitiva (terra lavrada ou lavrador) da sua etimologia, incorporou-se à classe dos substantivos gentílicos brasileiros, sem o menor desdouro para nós, a quem ele se aplica.

 

Esta, aliás, a mais corrente explicação, a mais simples e fácil de entender e aceitar, malgrado os rebarbativos nomes gregos com que os gramáticos pretendem batizar o trivial fenômeno lingüístico: metonímia, metalepse, sinédoque...

 

Há, porém, outra opinião (talvez ligada à primeira, da qual se desviou com o decorrer dos tempos).

 

Creio que o primeiro a propor essa versão foi o visconde de Beaurepaire-Rohan, em seu Dicionário de vocábulos brasileiros (1956, p. 72), onde se pode ler, no verbete capixaba: “Os habitantes da cidade de Vitória têm o apelido de capixabas, por causa de uma fonte que ali existe, e donde bebem”.

 

Aceita essa hipótese Rui Almeida, professor do Colégio Militar do Rio: “Os filhos da ilha de Vitória, hoje capital do formoso Estado, receberam esse apelido [capixaba] não diretamente da palavra designativa de roça, roçado ou plantação, mas das fontes de que bebiam água de excelente qualidade e que brotavam entre essas plantações” (Revista Filológica, 13, dezembro de 1941, p. 79).

 

A essa conclusão chega ele relembrando fatos outros que, até certo ponto, a justificam. Por exemplo: os nascidos na cidade do Rio de Janeiro são denominados cariocas, termo que – segundo se pensa – provém “do nome do riacho [Carioca] que vindo do lado de Laranjeiras [Cosme Velho] deságua no Flamengo depois de passar pelo Catete”. Se os cariocas assim são chamados em decorrência do riacho do mesmo nome, por que o termo capixaba não poderia provir da fonte da Capixaba, a cuja existência se referem velhos documentos de nossa História?

 

Seria, porém, oportuno e interessante referir aqui o seguinte tópico do escritor Gastão Cruls, tirado ao livro Aparência do Rio de Janeiro (1949, tomo I, p.105, nota) – tópico que serve, mutatis mutandis, ao assunto que estamos estudando:

 

Em matéria de etimologias túpicas, cada cabeça, cada sentença. A palavra carioca não escapou a essa garabulha. Para uns ela traduziria água corrente da pedra, para outros, casa da fonte, ou ainda casa do branco, corrente saída do mato ou do monte, casa da corrente do mato... Há também quem lhe vá procurar origem na palavra cari ou acari, o peixe cascudo, tão comum nos nossos rios e muito comido pelos silvícolas. Carioca seria paradeiro, abrigo, casa dos acaris. Três razões poderiam ter levado os nativos a chamar o português de carioca: ou porque o índio houvesse feito a sua casa à beira do rio que já lhe era conhecido por Carioca, uma vez que era a morada dos acaris, ou porque usasse roupa grossa, a lembrar o casco duro dos mesmos peixes; ou ainda porque a casa feita pelos reinóis, toda de pedra, dava-lhe a idéia do indumento do referido peixe. Assim, carioca seria a casa dos acaris de fato, ou em sentido figurado. Se o leitor é carioca e quer saber por que é carioca, nada mais lhe resta do que optar por qualquer daquelas traduções ou algumas dessas explicações...

 

Menezes de Oliva (que também estuda o problema do vocábulo carioca) aceita a hipótese de ter sido a fonte ou a água da Capixaba a primitiva nascente do nome que, afinal, veio a denominar os espírito-santenses. Mas o faz sugerindo uma versão nova e curiosa. Escreve ele em Você sabe por quê? (op. cit., p. 91), depois de referir a existência da fonte da Capixaba, “isto é, a fonte da lavoura, da roçada aberta no seio umbroso da mata”:

 

O povo, que adora os mitos e gosta de embelezar com o colorido da fantasia e as cores do sobrenatural suas ingênuas histórias, acabou emprestando virtudes miraculosas às águas daquela fonte. Dizia que a criancinha que tomasse o primeiro banho com as águas da fonte da Capixaba seria rica e feliz. Tanto bastou para que tal prática logo entrasse nos hábitos dos seus moradores. É assim que, assistindo ao banho do recém-nascido, indagavam as comadres, apontando para a água da bacia – é capixaba? No caso afirmativo estariam asseguradas ao bebê, pela existência em fora, felicidade e fortuna. Opulento e venturoso também seria todo aquele que, mesmo tendo nascido longe da fonte da Capixaba, pudesse misturar às águas do primeiro banho um pouco do precioso líquido, que dali lhe houvesse sido enviado por algum parente ou amigo dedicado. Destarte, com o decorrer do tempo, o nome da fonte veio a determinar, por distensão, os que tivessem nascido perto ou distante da Capixaba.

 

Como se vê, a hipótese é amável e interessante, e envolve a milenar crendice que atribui altos poderes a certas águas, campo líquido de espíritos benéficos e favoráveis.

 

Portanto, segundo alguns entendidos, a nascente, a fonte ou as águas da Capixaba é que transferiram este nome aos habitantes ou aos nascidos na ilha de Vitória. Da fonte da Capixaba é que fluiu, além da boa, cristalina e saborosa água, o nome com que se batizaram todos os que nasceram (e nascerão) nas terras do Espírito Santo.

 

A existência dessa fonte da Capixaba está comprovada em documentos de nossa História. Mário Freire – constante e devotado estudioso dos fatos da nossa terra – citando a Memória estatística da província do Espírito Santo no ano de 1827, do governador Francisco Alberto Rubim, refere dela o seguinte tópico relativo a Vitória: “tem 3 fontes de excelentes Águas, a da Capixaba e a da Lapa, nas extremidades da Vila, e a Fonte Grande quase no centro” (Publicações do Arquivo Nacional, v. XIV, p. 104, apud Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 9, 1935, p. 41).

 

Antes desse registro, numa Informação datada de 11 de junho de 1790, assinada pelo capitão-mor Inácio João Mongiardino e dirigida ao governador da Bahia, fazia-se menção expressa a “fontes e calçadas e outra obra famosa” então existentes na vila da Vitória (apud José Teixeira de Oliveira, História do Estado do Espírito Santo, 1951, p. 231).

 

Outros elementos informativos de maior ou menor antiguidade devem ter registrado o nome dessa fonte famosa. Mas, tirante o ensaio de Menezes de Oliva, não encontrei nos mais autores à mão qualquer referência às forças prodigiosas das águas da Capixaba, neste ponto diferentes das águas do rio ou ribeiro Carioca que, no dizer ufanístico do historiador Rocha Pita, davam “vozes suaves aos músicos e mimosos carões às damas”(apud Menezes de Oliva, op. cit., p. 84; ver também Gastão Cruls, op. cit., tomo I, p.106).

 

Mas, se os livros em geral não falam nessas mágicas virtudes, a tradição popular tem dado às águas da Capixaba, pelo menos, o dom de prender aqui em Vitória quem delas bebe, feitiço amorável que o povo atribui a certas águas privilegiadas. Lá em São Mateus, por exemplo, com ufania se diz: “Quem bebe água da bica, aqui fica”...

 

Ouvimos coisa parecida a respeito das águas da Capixaba em conversa informal com Dona Adalgisa Martins Cândido que, há perto de cinqüenta anos, reside no sopé da Pedra da Vigia, local onde se situa a nascente dessas águas. Além desse poder de fixação à terra, as águas da Capixaba – segundo a informante – são ótimas para quem sofre dos rins, além de possuir outras virtudes terapêuticas.

 

Dona Adalgisa fez também alusão a velha crença popular (já anteriormente registrada por Adelpho Monjardim em Vitória física) segundo a qual, em certas ocasiões, da Pedra da Vigia se precipitava, na direção do Penedo (ou do Mestre Álvaro) uma fulgurante bola de fogo. Chegou mesmo a dizer-nos a simpática velhinha que, quando tinha ela os seus catorze anos, viu com os próprios olhos assombrados o misterioso fenômeno. Confronte o leitor essa “visão” com lenda semelhante: uma bola de fogo que, do Muxuara ou Muxanara (Cariacica) se desloca, pelo Natal, até Mestre Álvaro (Serra) (Cf. Omyr Leal Bezerra, Cariacica, 1951, p. 149).

 

Também nos contou Dona Adalgisa outro fato curioso: certa feita, impressionara a todos os moradores do morro o caso dos gravatás que se desprenderam misteriosamente da pedra e, com rumores de trovões, rolaram escarpa abaixo.

 

Dessa Pedra da Vigia, assim tão cheia de encantamento, é que desliza, límpida e gostosa, a nascente da Capixaba.

 

A fonte lá está ainda (graças a Deus), mal resguardada por uma fachada tosca, em cujo gasto reboco se pode ler uma data: 13 de novembro de 187... (1871, 1873, 1878?), certamente para marcar a época da construção.

 

Mais embaixo, cinco metros talvez, a água clara e cantante escorre dum caco de telha – é a bica – e desce para os escaninhos do morro.

 

Cá embaixo, ao lado da antiga escadaria Cristóvão Colombo, levanta-se, com imponência inválida, o chafariz da Capixaba (1828, reconstrução 1940) com suas torneiras quebradas e... secas, a testificar o proverbial desinteresse dos poderes públicos, o seu eterno descaso pelas mais caras tradições de nossa gente.

 

O chafariz está seco e, em breve, dizem, é possível que também seque de todo a lendária fonte da Capixaba. Esse o receio dos moradores daquele recanto histórico – alguns dos quais ouvimos – temerosos ante a impiedosa dizimação da mata – outrora frondosa e espessa e hoje aberta em claros para a deprimente sementeira das favelas que lá estão brotando sob os olhos indiferentes das autoridades.

 

Então, devastada a mataria, ressequida a nascente – cujas águas lustrais batizaram os primeiros capixabas e a todos os mais estenderam esse expressivo nome – deploraremos, em vão, a perda de uma das mais firmes e antigas tradições de nossa terra: tradição que não ficou circunscrita apenas aos acanhados limites do Estado, mas, como vimos, teve, desde há muito, ressonância interessada e simpática fora do Espírito Santo, em vários recantos do Brasil.

 

[Fontes: A Gazeta, 19, 21, 22 e 23.05.1963]

 

 

 

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